Em meio à COP-30, pesquisadores lançam livro sobre indicadores de riscos de desastres

No dia 19 de novembro, quarta-feira, às 14, ocorre o lançamento virtual da coletânea “Indicadores de riscos de desastres no Brasil”, organizada pelos pesquisadores Lutiane Almeida e Silvia Saito, referências nos estudos de riscos e desastres. A live será feita pelo canal do @georiscoufrn, pelo YouTube, e contará com a presença do pesquisador Francisco Mendonça, geógrafo e climatologista de renome internacional, que prefaciou o livro. O livro contribui para diminuir uma lacuna histórica sobre a necessidade de discutirmos os riscos de desastres (e não somente os desastres), buscando destacar o papel da prevenção em contraponto à remediação dos impactos dos desastres no Brasil. Além disso, permite avançar na construção de uma cultura preventiva, tão necessária em tempos de intensificação de eventos climáticos extremos. Lançado em meio à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-30, realizada pela primeira vez no nosso País, a proposta é oferecer subsídios para qualificação acadêmica, técnica e política sobre a construção social, territorial e ambiental dos riscos de desastres, levando-se em conta a realidade brasileira. “O livro não é apenas volumoso (são quase 800 páginas) em textos acadêmicos e técnicos, mas também traz uma variedade gráfica (fotos, mapas, imagens) que contribui para a compreensão mais robusta sobre a complexidade dos riscos e desastres”, pontua Almeida, um dos organizadores. SERVIÇO: O que? Lançamento do livro “Indicadores de riscos de desastres no Brasil” (Editora da UFRN) Quando? Dia 19/11/2025, às 14 horas Onde? Canal do Georisco no YouTube (@georiscoufrn)
UFRN realiza lançamento do Plano Municipal de Redução de Risco de Natal

“Um marco histórico para Natal”, afirma o especialista em redução de riscos de desastres Lutiane Almeida. Após 18 meses de trabalho coletivo e interinstitucional, será lançado o Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR) da capital potiguar. O evento ocorre no dia 28 de agosto, das 8h30 às 11h, no Auditório A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O objetivo é apresentar os principais resultados da iniciativa, impulsionada pelo governo federal para lidar com os riscos de desastres nas cidades brasileiras. “É um momento para comemorar a finalização desse trabalho realizado em colaboração com o governo federal, a UFRN, a prefeitura de Natal e, sobretudo, as comunidades em risco da cidade”, afirma Almeida, coordenador do Grupo de Pesquisa Georisco e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (NUPED), que liderou a elaboração do PMRR de Natal. Na ocasião, estarão presentes representantes da UFRN, Prefeitura Municipal de Natal, Defesa Civil e da Secretaria Nacional das Periferias, do Ministério das Cidades, instituições que, em parceria com as comunidades que moram em áreas de risco, produziram o documento que orientará decisões mais efetivas para reduzir os riscos de desastres na capital. Também foram convidados representantes da Defesa Civil Estadual e do Ministério Público, atores importantes para a gestão de riscos. Estratégias para tornar Natal mais resiliente Durante a elaboração do PMRR, 13 localidades de Natal foram mapeadas, sendo nove delas consideradas mais vulneráveis, o que demanda monitoramento permanente da Prefeitura. Dos 88 setores de riscos mapeados (variando entre risco baixo e risco muito alto), 71,1% estão expostos a inundações e alagamentos, enquanto 28,9% estão expostos a movimentos do solo, como deslizamentos. Esse diagnóstico permite a proposição de intervenções estruturais específicas para o caso de cada localidade, mas também soluções comuns, que auxiliarão na redução de riscos da cidade. Almeida destaca três medidas do PMRR que tendem a melhorar o sistema de drenagem para evitar inundações e alagamentos: 1) desobstrução de rede de microdrenagem por sucção; 2) instalação de bueiros ecológicos inteligentes; e 3) vídeo para inspeção robotizada da rede de drenagem e manutenções corretivas. Essas e outras propostas buscam fortalecer o trabalho de gestão de riscos e desastres em diferentes frentes de atuação, visando não apenas a resposta eficiente ao desastre, mas a implementação de ações preventivas, de mitigação, preparação e recuperação. Serviço: O que? Lançamento do PMRR de Natal Quando? 28 de agosto, a partir das 8h30 Onde? Anfiteatro A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – Av. Senador Salgado Filho, 3000 – Bairro: Lagoa Nova Crédito da imagem: Igor Justino
Georisco integra rede de pesquisa ibero-americana de multirriscos contemplada com financiamento da Espanha

O Grupo de Pesquisa Georisco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio da rede de pesquisa ibero-americana de multirriscos, foi contemplado em programa do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), a maior instituição pública espanhola dedicada à pesquisa científica e uma das mais importantes da Europa. O projeto estudará os riscos sistêmicos em assentamentos humanos no contexto das mudanças climáticas. Segundo o coordenador do Georisco, Lutiane Almeida, a proposta promove a integração e internacionalização do trabalho científico que já é realizado na UFRN há mais de uma década. “Nossa proposta é contribuir para uma melhor compreensão sobre o impacto de perigos relacionados às mudanças climáticas, como ondas de calor, inundações e ventos extremos, em diferentes tipos de assentamentos humanos, desde áreas rurais em processo de despovoamento até áreas urbanas com crescimento populacional”, destaca Almeida. Este projeto internacional inicia em setembro deste ano e terá duração de três anos, com cerca de 37 mil euros destinados ao custeio de passagens e diárias para os cientistas da rede realizarem missões de pesquisa. A equipe do projeto levará em consideração tanto a vulnerabilidade física do ambiente quanto a vulnerabilidade social das pessoas que ali residem. Três estudos de caso estão previstos nos países que fazem parte da rede: Espanha, Portugal, Brasil, México e Chile. A proposta do projeto é bem-vinda porque a intersecção entre multi-ameaças e vulnerabilidades, como parte de uma compreensão mais integrada do risco, ainda é pouco investigada. “Integrar esse aspecto pode ajudar a identificar áreas prioritárias onde ações de mitigação devem ser consideradas, além de informar formuladores de políticas públicas e gestores de emergências para preparar medidas de resposta e intervenções específicas em áreas urbanas”, ressalta o professor da UFRN. A colaboração também busca engajar as comunidades locais em ações antes e depois do desastre, por meio do incentivo à participação e coprodução de conhecimento. Isso permite apoiar o fortalecimento de capacidades comunitárias. “Serão desenvolvidos treinamentos e oficinas que possibilitem às comunidades compartilhar dados, coordenar atividades, comparar estratégias de preparação e participar de um modelo colaborativo e baseado em incentivos para a resiliência a desastres”, afirma Almeida. A rede de pesquisa ibero-americana de multirriscos é coordenada por Tiago Ferreira, professor da Universidade de Lisboa (Portugal), Nuria Chiara Palazzi, professora da Universidad Andrés Bello (Chile), Adrià Sánchez Calvillo, pós-doutorando da Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo (México), e Lutiane Almeida, professor da UFRN (Brasil). Para acompanhar os próximos passos desse projeto, siga a página no Instagram do Georisco: https://www.instagram.com/georiscoufrn/.
Projeto Multirrisco promove Diálogos Interdisciplinares sobre Participação Social em contextos de Riscos e Desastres

A equipe de pesquisadores do Projeto Multirrisco está, nesta etapa, divida em dois Grupos de Trabalho (GTs). O GT2 está discutindo os limites e potencialidades das metodologias participativas. Para avançar neste debate, surgiu a ideia de promover Diálogos Interdisciplinares sobre Participação Social em contextos de Riscos e Desastres, trazendo especialistas de diferentes áreas do conhecimento. No dia 30 de abril recebemos os professores e pesquisadores Marcelo Kunrath Silva e Cicilia Maria Krohling Peruzzo, que destacaram os graus e formas de participação social. No dia 9 de junho, o foco foi a comunicação e a educação em contextos de riscos e desastres, entendendo que essas são áreas que atravessam a perspectiva da participação. Estiveram presentes as pesquisadoras Débora Olivato e Thaís Brianezi. O último encontro, no dia 23 de junho, contou com as contribuições dos pesquisadores Marcio Simeone Henriques e Rejane Lucena, que apresentaram aspectos da mobilização social. As lives foram gravadas e os vídeos estão disponíveis na página do YouTube do Georisco.
Alerta sobre os riscos das praias potiguares

Lutiane Queiroz de Almeida, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenador do Grupo de Pesquisa Georisco Com o calor intenso típico do verão no hemisfério sul, as praias do Rio Grande do Norte tornam-se refúgios para banhistas locais e turistas. No entanto, esses espaços de lazer também carregam perigos, como afogamentos, que podem estar relacionados às correntes de retorno – uma das principais causas de acidentes fatais no litoral potiguar. Um estudo recente conduzido por pesquisadores do Grupo de Pesquisa Georisco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), trouxe dados alarmantes sobre o tema. A pesquisa revela que as praias urbanas de Natal, como Ponta Negra e Areia Preta, concentram o maior número de ocorrências de afogamentos e resgates, especialmente em áreas próximas a espigões e barreiras artificiais que favorecem a formação de correntes de retorno. Esses fenômenos ocorrem quando a água das ondas que se dissipam na praia retorna para o mar de forma concentrada, criando zonas de forte arrasto que surpreendem até nadadores experientes. Os dados levantados entre 2017 e 2021 mostram 411 casos de resgates relacionados a essas correntes, com 38 óbitos registrados. Em 2025, o Corpo de Bombeiros Militar do RN já resgatou 25 pessoas em situações de afogamento, mas infelizmente duas mortes foram confirmadas até o momento. Além do desconhecimento sobre as características das correntes de retorno, fatores como o consumo de bebidas alcoólicas e a superlotação das praias no verão agravam os riscos. “O desconhecimento e a falta de percepção de perigo tornam as correntes de retorno ainda mais letais”, alerta o estudo, que enfatiza a necessidade de sinalização eficiente e a presença constante de guarda-vidas. Os dados são fruto do trabalho de conclusão de curso de José Luiz Pessoa Maia, bombeiro militar do RN, orientado pelo professor Lutiane Almeida. Foco na educação preventivaNo contexto do verão, a Operação Verão intensifica ações preventivas, como a distribuição de materiais educativos, blitz de conscientização e o reforço no número de guarda-vidas em praias movimentadas. Também iniciativas como o projeto “Surfe Salva” têm treinado surfistas para auxiliar em resgates, aumentando a eficácia do atendimento. Para os especialistas, a educação da população é essencial. “Entender a dinâmica das praias, reconhecer áreas de risco e respeitar as orientações são medidas simples que podem salvar vidas”, aponta o artigo. Recomendações aos banhistasAo frequentar o litoral, os banhistas devem observar sinalizações, evitar áreas aparentemente calmas (que podem esconder correntes de retorno) e evitar o consumo excessivo de álcool antes de entrar no mar. É importante que haja supervisão e uso de boias em crianças, atentando-se sempre para áreas identificadas como seguras e sob a observação de guarda-vidas. Com praias mundialmente conhecidas, o Rio Grande do Norte é um destino privilegiado para o verão. No entanto, para garantir que as memórias sejam apenas de alegria, é fundamental aliar diversão à segurança. Para ler o texto na íntegra, acesse: https://impactum-journals.uc.pt/territorium/article/view/13781.
Estudantes de Geografia visitam territórios do Nordeste a fim ampliar o olhar sobre as práticas profissionais

Uma semana inteira para treinar a perspectiva geográfica. Esse foi o objetivo da visita técnica realizada pelos estudantes do curso de Geografia da UFRN, sob a orientações dos professores Lutiane Queiroz de Almeida e Francisco Jablinski Castelhano. A atividade proporcionou diferentes aprendizados, envolvendo ensino, pesquisa e extensão, em seis dias de intensa programação. No último dia 29, o ônibus da UFRN partiu em direção à Natal, a fim de mostrar e discutir com a turma os impactos derivados da exploração de sal-gema. A visita foi acompanhada por membros da Defesa Civil de Maceió e pela professora Nivaneide Alves da Universidade Federal de Alagoas, conhecedores das questões locais. O estudante Eduardo Teixeira conta o que sentiu ao conhecer as regiões afundadas: “Embora o campo tenha sido bastante enriquecedor e animador no sentido da observação, o cenário se mostrou bastante sensível, pois, quando consideramos toda problemática ambiental e as consequências que esse desastre trouxe e ainda traz à população, fica em evidência o longo caminho que se tem pela frente para mitigar os danos causados pela empresa”. O grupo seguiu viagem para conhecer a Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, no estado da Bahia e, em seguida, o Canyon Rio São Francisco, em Alagoas. Esses momentos permitiram que os estudantes colocassem em prática técnicas de pesquisa em Geografia Física, identificando formações geológicas, formas de relevo e tipos de vegetação nos monumentos paisagísticos que fazem parte dos territórios visitados. A visita se estendeu até Canudos, onde houve contato com as locações da guerra de Canudos e o Raso da Catarina, uma região seca e semiárida da Caatinga. A proposta foi de correlacionar a geografia física com as outras áreas de conhecimento, ensinando na prática como é possível trabalhar a geografia de uma forma sistemática e interdisciplinar, destaca Vinicius Germano, quem também participou da experiência. No dia 4, a turma retornou com uma série de experiências e entendimentos novos, ofertadas pelo contato com a realidade. “Adquirimos tantos conhecimentos e vivências que auxiliaram na modelação da geografia dentro de cada estudante de licenciatura”, finaliza Fátima Gonçalves. Crédito da imagem: Divulgação/Lutiane Almeida
Georisco marca presença em eventos na UFPB

Pesquisadores do Grupo de Pesquisa Georisco participaram de 21 a 27 de outubro do XX SBGFA – Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada e IV ELAAGFA – Encontro Luso-Afro-Americano de Geografia Física e Ambiente, eventos sediados na UFPB, em João Pessoa. Os participantes tiveram a oportunidade de apresentar os resultados de seus trabalhos de pesquisa, discuti-los com seus pares e, com isso, estabelecer uma avaliação crítica da sua produção, assim como participar de palestras, workshops e mesas redondas. O coordenador do Georisco, Lutiane Almeida, foi convidado para a mesa-redonda “Mapeamento, Modelagens e Sistemas de Indicadores de Riscos de Desastres no Brasil”, na qual compartilhou algumas experiências iniciais do PMRR Natal e a produção de mapeamento de risco. Já o pesquisador Anderson Geová apresentou dois trabalhos. O primeiro, intitulado “Banco de dados e sistemas de informações geográficas sobre desastres na cidade de Natal/RN (Brasil) entre os anos de 2017 – 2022”, foi elaborado a partir do trabalho de conclusão de curso da pesquisadora Mariana Costa. O segundo, denominado “Abordando as multiameaças e o multirriscos: workshops como ferramentas de construção teórica-metodológica”, foi construído em conjunto com a equipe do Projeto Multirrisco, composto por pesquisadores da UFRN, UFABC, UFRGS e Cemaden. Após as apresentações, houve um momento de devolutivas dos avaliadores quanto aos trabalhos, assim como uma ampla discussão por partes dos presentes. Os trabalhos apresentados por Geová estão disponíveis para consulta nas revistas “ARQ.URB” e “Ecologias Humanas”.
Memórias do Seminário Internacional Multirrisco são publicadas na Ecologias Humanas

A edição especial da Revista Ecologias Humanas com as memórias do Seminário Internacional Multirrisco foi publicada no início de outubro. A parceria com a Sociedade Brasileira de Ecologia Humana (SABEH) iniciou-se nos preparativos do evento, a fim de ter uma nova forma de popularizar as discussões acerca da perspectiva multirrisco. Este dossiê reúne os textos dos conferencistas internacionais, registros das atividades realizadas entre 10 e 12 de abril de 2024, além de artigos de participantes, selecionados a partir das melhores apresentações das sessões de trabalho presenciais e virtuais. Há trabalhos em português, inglês e espanhol. “Este número especial permite que o debate sobre a perspectiva multirrisco fique documentado e possa ser mais facilmente consultado pelos cientistas brasileiros”, destaca Leila Sousa de Oliveira, uma das coordenadoras da publicação. Para conferir os conteúdos na íntegra, acesse: https://www.revistas.uneb.br/index.php/ecohum/issue/view/886
Publicação analisa dados sobre os desastres ocorridos em Natal de 2017 a 2022

A ação é fruto de uma parceria entre Georisco, Nuped e Defesa Civil de Natal As ocorrências de desastres no município de Natal, entre os anos de 2017 e 2022, foram analisadas por especialistas na área de gestão de riscos de desastres da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os resultados apontam que as principais causas para atuação da Defesa Civil de Natal estão relacionadas com os deslizamentos de terra e as inundações. “A falta de fiscalização, limpeza e manutenção nas lagoas de captação e lagoasnaturais do município causam transbordamentos, que ocasionam inundações, e essa foi uma das principais causas para vistorias da defesa civil durante o período estudado”, informa o relatório. De acordo com Mariana Costa, uma das idealizadoras da proposta, a função é de organizar os dados, proporcionando agilidade na busca das informações para tornar mais eficaz a gestão de riscos de desastres. Também é uma forma de subsidiar a criação de políticas públicas que proporcionem uma melhor atuação dos gestores e da população. Produzida pelo Grupo de Pesquisa Georisco e o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (NUPED), ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com o Departamento de Defesa Civil e Ações Preventivas da cidade de Natal, esta publicação tem como objetivo apresentar o banco de dados e o sistema de informação geográfica sobre desastres para construído para a capital do Rio Grande do Norte. Para consultar o relatório na íntegra, acesse aqui: https://georisco.ufrn.br/publicacoes/?tax%5Bwpdmcategory%5D=relatorio-tecnico.
Estudantes da Geografia aprendem com simulação de gerenciamento de desastre

A proposta interativa buscou desenvolver habilidades de tomada de decisão, coordenação de ações e comunicação eficaz Capacitar os estudantes a aplicarem conhecimentos teóricos sobre gerenciamento de crises em um cenário simulado de desastre foi o objetivo do professor de Geografia da UFRN, Lutiane Almeida no encontro do dia 22 de agosto. Especialista na área de gestão de riscos de desastres, Almeida propôs uma simulação na disciplina Riscos Ambientais, do curso de bacharelado em Geografia, de modo a engajar os futuros geógrafos na ação responsável diante de situações críticas. “Fizemos um momento de preparação, definindo o seguinte cenário: após precipitação de 350mm em 24 horas, é deflagrado deslizamento de terra no parque das dunas; há destruição dos blocos I, H, G, F, E, D, C e dano parcial ao bloco B do setor 2 de aulas da UFRN; encontraram-se duas vítimas parcialmente soterradas; há necessidade de evacuação das pessoas e socorro às vítimas; é preciso definir rotas de fuga e área segura”. Tal situação foi pensada em conjunto com os estudantes, que também definiram quais atores deveriam ser envolvidos na gestão da crise: defesa civil, SAMU, bombeiros, reitor, pró-reitores, direção do CCHLA, funcionários e alunos. Os participantes da simulação foram chamados a produzir mapas para espacializar o cenário relatado e depois do simulado de mesa, trabalharam na elaboração de recomendações. “O simulado de mesa é um exercício de treinamento ou planejamento em que um grupo reproduz uma resposta a uma situação específica, geralmente uma crise ou emergência. Nesse processo, os participantes discutem, analisam e tomam decisões sobre como responderiam à situação, mas sem a execução real das ações”, explica o professor Almeida. Dentre as recomendações propostas pelos estudantes, Anderson Teixeira da Silva aponta a criação de um comitê de crise, ações sobre as vias de circulação na UFRN para prestação de socorro e interdições, e o fluxo de informações entre os centros e setores sobre as ações que devem ser tomadas. A atividade permite a avaliação de planos de resposta, identificação de lacunas e testes acerca da comunicação entre as equipes, o que pode melhorar a preparação para a resposta a um desastre. Luiza Pereira, que participou da atividade, confirma: “A simulação contribui para compreender detalhadamente as consequências e desafios durante um desastre. O aspecto mais interessante foi entender o papel dos agentes nesse contexto, ter conhecimento da área atingida e como o planejamento e a preparação são essenciais para minimizar os riscos”.