Após elaboração do PMRR de Natal, Georisco defende implementação

Após as chuvas do dia 20 de Janeiro, foi registrada mais uma vez a ocorrência de inundação na Lagoa Jardim Progresso, localizada no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal. A inundação atingiu vias e casas, gerando impactos negativos aos moradores que, cansados da recorrência dessa problemática, realizaram um protesto na localidade. A lagoa é uma das lagoas da cidade que costuma inundar com frequência, todos os anos, a cada chuva mais intensa registrada, evidenciando a ausência de medidas efetivas relacionadas à drenagem urbana e à redução de riscos. A Lagoa Jardim Progresso foi uma das 13 localidades contempladas no Plano Municipal de Redução de Riscos do município do Natal, instrumento apoiado e financiado pela Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades (MCID), elaborado entre os anos de 2024 e 2025 pela equipe técnica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através do Grupo de Pesquisa Georisco e do Núcleo interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (NUPED), com colaboração da Defesa Civil de Natal, do Comitê Municipal de Gestão de Riscos de Natal e de representantes e/ou lideranças comunitárias das áreas mapeadas. A elaboração do plano consistiu em realizar mapeamento técnico e participativo e diagnóstico de áreas de riscos hidrológicos e geológicos em localidades de maior vulnerabilidade da cidade, como na Lagoa Jardim Progresso, propondo estratégias para o monitoramento e redução dos riscos e para o fortalecimento das capacidades e resiliência municipais no âmbito da Gestão de Riscos e Desastres. O mapeamento participativo contou com caminhadas guiadas na localidade, consultas aos moradores durante as vistorias técnicas e plantões comunitários para mapeamento de riscos e propostas de medidas, oferecendo atividade dinâmica, reflexiva e colaborativa aos participantes. Através do mapeamento participativo foi possível coletar informações ambientais, sociais e históricas sobre a localidade, sobretudo diagnosticar o cenário de risco existente: cerca de 128 domicílios e mais de 400 moradores expostos ao risco muito alto de inundação. Algumas propostas apresentadas no plano para a Lagoa Jardim Progresso são: vídeo inspeção robotizada da rede de drenagem e manutenções corretivas, desobstrução de rede de microdrenagem por sucção, instalação de bueiros ecológicos inteligentes, execução do aprofundamento da lagoa, instalação de telas filtrantes na entrada da lagoa, urbanização da lagoa, além de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como jardins de chuva, canteiros pluviais e pavimentação com piso intertravado nas vias do contorno da lagoa. O plano foi finalizado em agosto de 2025, apresentado em Audiência Pública e entregue à Prefeitura Municipal. Todos os seus produtos estão disponíveis para acesso (https://pmrr.natal.rn.gov.br/). A existência de um Plano Municipal de Redução de Riscos não elimina automaticamente o problema, mas torna inaceitável a sua recorrência sem ações concretas. Quando o risco é conhecido, mapeado e validado tecnicamente, cada nova inundação deixa de ser surpresa e passa a ser resultado da ausência de implementação. Texto: Caroline Sales
Após 18 meses de trabalho, Plano Municipal de Redução de Risco de Natal é apresentado para a comunidade

O evento acontece no dia 28 de agosto, no Anfiteatro A do CCET da UFRN Uma oportunidade para promover a ampliação da cultura de risco em Natal. No dia 28 de agosto, das 8h30 às 11h, no Auditório A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), serão apresentados os principais resultados do Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR) de Natal. Essa é uma estratégia impulsionada pelo governo federal para lidar com riscos de desastres nas cidades brasileiras. “O evento busca tornar público os resultados do plano, estabelecendo um marco histórico para Natal com a existência de um plano robusto de redução de risco de desastre, e comemorar a finalização desse trabalho realizado em colaboração com o governo federal, a UFRN, a prefeitura de Natal e, sobretudo, as comunidades em risco da cidade”, afirma Lutiane Almeida, coordenador do Grupo de Pesquisa Georisco e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (NUPED), que liderou a elaboração do PMRR de Natal. Na ocasião, estarão presentes representantes da UFRN, Prefeitura Municipal de Natal, Defesa Civil e da Secretaria Nacional das Periferias, do Ministério das Cidades, instituições que, em parceria com as comunidades que moram em áreas de risco, produziram o documento que orientará decisões mais efetivas para reduzir os riscos de desastres na capital. Também foram convidados representantes da Defesa Civil Estadual e do Ministério Público, atores importantes para a gestão de riscos. Um diagnóstico para evitar riscos e desastres Durante os 18 meses de trabalho coletivo para construção do PMRR, 13 localidades de Natal foram mapeadas, sendo nove delas consideradas mais vulneráveis, o que demanda monitoramento permanente da Prefeitura. Dos 88 setores de riscos mapeados (variando entre risco baixo e risco muito alto), 71,1% estão expostos a inundações e alagamentos, enquanto 28,9% estão expostos a movimentos do solo, como deslizamentos. O estudo estimou que, nesses setores, 9.604 pessoas e 3.548 edificações estão vulneráveis e expostas a esses processos. As informações completas sobre os achados do estudo já foram entregues aos gestores públicos e também serão discutidos com a comunidade em audiência pública. As informações permitem propor intervenções estruturais específicas para o caso de cada localidade, mas também soluções comuns, que auxiliarão na redução de riscos da cidade. Almeida destaca três medidas do PMRR que tendem a melhorar o sistema de drenagem para evitar inundações e alagamentos: 1) desobstrução de rede de microdrenagem por sucção; 2) instalação de bueiros ecológicos inteligentes; e 3) vídeo para inspeção robotizada da rede de drenagem e manutenções corretivas. Alternativas mais sustentáveis, chamadas soluções baseadas na natureza, também foram listadas, assim como medidas não estruturais, que não exigem obras de engenharia. Tais propostas buscam fortalecer o trabalho de gestão de riscos e desastres em diferentes frentes de atuação, visando não apenas a resposta eficiente ao desastre, mas a implementação de ações preventivas, de mitigação, preparação e recuperação de maneira integrada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e a sociedade, conforme consta no documento. O que? Lançamento do PMRR de Natal Quando? 28 de agosto, a partir das 8h30 Onde? Anfiteatro A do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – Av. Senador Salgado Filho, 3000 – Bairro: Lagoa Nova Contato para mais informações: Lutiane Almeida – (84) 9903-1863
Georisco integra rede de pesquisa ibero-americana de multirriscos contemplada com financiamento da Espanha

O Grupo de Pesquisa Georisco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio da rede de pesquisa ibero-americana de multirriscos, foi contemplado em programa do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), a maior instituição pública espanhola dedicada à pesquisa científica e uma das mais importantes da Europa. O projeto estudará os riscos sistêmicos em assentamentos humanos no contexto das mudanças climáticas. Segundo o coordenador do Georisco, Lutiane Almeida, a proposta promove a integração e internacionalização do trabalho científico que já é realizado na UFRN há mais de uma década. “Nossa proposta é contribuir para uma melhor compreensão sobre o impacto de perigos relacionados às mudanças climáticas, como ondas de calor, inundações e ventos extremos, em diferentes tipos de assentamentos humanos, desde áreas rurais em processo de despovoamento até áreas urbanas com crescimento populacional”, destaca Almeida. Este projeto internacional inicia em setembro deste ano e terá duração de três anos, com cerca de 37 mil euros destinados ao custeio de passagens e diárias para os cientistas da rede realizarem missões de pesquisa. A equipe do projeto levará em consideração tanto a vulnerabilidade física do ambiente quanto a vulnerabilidade social das pessoas que ali residem. Três estudos de caso estão previstos nos países que fazem parte da rede: Espanha, Portugal, Brasil, México e Chile. A proposta do projeto é bem-vinda porque a intersecção entre multi-ameaças e vulnerabilidades, como parte de uma compreensão mais integrada do risco, ainda é pouco investigada. “Integrar esse aspecto pode ajudar a identificar áreas prioritárias onde ações de mitigação devem ser consideradas, além de informar formuladores de políticas públicas e gestores de emergências para preparar medidas de resposta e intervenções específicas em áreas urbanas”, ressalta o professor da UFRN. A colaboração também busca engajar as comunidades locais em ações antes e depois do desastre, por meio do incentivo à participação e coprodução de conhecimento. Isso permite apoiar o fortalecimento de capacidades comunitárias. “Serão desenvolvidos treinamentos e oficinas que possibilitem às comunidades compartilhar dados, coordenar atividades, comparar estratégias de preparação e participar de um modelo colaborativo e baseado em incentivos para a resiliência a desastres”, afirma Almeida. A rede de pesquisa ibero-americana de multirriscos é coordenada por Tiago Ferreira, professor da Universidade de Lisboa (Portugal), Nuria Chiara Palazzi, professora da Universidad Andrés Bello (Chile), Adrià Sánchez Calvillo, pós-doutorando da Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo (México), e Lutiane Almeida, professor da UFRN (Brasil). Para acompanhar os próximos passos desse projeto, siga a página no Instagram do Georisco: https://www.instagram.com/georiscoufrn/.
Estudantes de Geografia visitam territórios do Nordeste a fim ampliar o olhar sobre as práticas profissionais

Uma semana inteira para treinar a perspectiva geográfica. Esse foi o objetivo da visita técnica realizada pelos estudantes do curso de Geografia da UFRN, sob a orientações dos professores Lutiane Queiroz de Almeida e Francisco Jablinski Castelhano. A atividade proporcionou diferentes aprendizados, envolvendo ensino, pesquisa e extensão, em seis dias de intensa programação. No último dia 29, o ônibus da UFRN partiu em direção à Natal, a fim de mostrar e discutir com a turma os impactos derivados da exploração de sal-gema. A visita foi acompanhada por membros da Defesa Civil de Maceió e pela professora Nivaneide Alves da Universidade Federal de Alagoas, conhecedores das questões locais. O estudante Eduardo Teixeira conta o que sentiu ao conhecer as regiões afundadas: “Embora o campo tenha sido bastante enriquecedor e animador no sentido da observação, o cenário se mostrou bastante sensível, pois, quando consideramos toda problemática ambiental e as consequências que esse desastre trouxe e ainda traz à população, fica em evidência o longo caminho que se tem pela frente para mitigar os danos causados pela empresa”. O grupo seguiu viagem para conhecer a Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, no estado da Bahia e, em seguida, o Canyon Rio São Francisco, em Alagoas. Esses momentos permitiram que os estudantes colocassem em prática técnicas de pesquisa em Geografia Física, identificando formações geológicas, formas de relevo e tipos de vegetação nos monumentos paisagísticos que fazem parte dos territórios visitados. A visita se estendeu até Canudos, onde houve contato com as locações da guerra de Canudos e o Raso da Catarina, uma região seca e semiárida da Caatinga. A proposta foi de correlacionar a geografia física com as outras áreas de conhecimento, ensinando na prática como é possível trabalhar a geografia de uma forma sistemática e interdisciplinar, destaca Vinicius Germano, quem também participou da experiência. No dia 4, a turma retornou com uma série de experiências e entendimentos novos, ofertadas pelo contato com a realidade. “Adquirimos tantos conhecimentos e vivências que auxiliaram na modelação da geografia dentro de cada estudante de licenciatura”, finaliza Fátima Gonçalves. Crédito da imagem: Divulgação/Lutiane Almeida
Georisco marca presença em eventos na UFPB

Pesquisadores do Grupo de Pesquisa Georisco participaram de 21 a 27 de outubro do XX SBGFA – Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada e IV ELAAGFA – Encontro Luso-Afro-Americano de Geografia Física e Ambiente, eventos sediados na UFPB, em João Pessoa. Os participantes tiveram a oportunidade de apresentar os resultados de seus trabalhos de pesquisa, discuti-los com seus pares e, com isso, estabelecer uma avaliação crítica da sua produção, assim como participar de palestras, workshops e mesas redondas. O coordenador do Georisco, Lutiane Almeida, foi convidado para a mesa-redonda “Mapeamento, Modelagens e Sistemas de Indicadores de Riscos de Desastres no Brasil”, na qual compartilhou algumas experiências iniciais do PMRR Natal e a produção de mapeamento de risco. Já o pesquisador Anderson Geová apresentou dois trabalhos. O primeiro, intitulado “Banco de dados e sistemas de informações geográficas sobre desastres na cidade de Natal/RN (Brasil) entre os anos de 2017 – 2022”, foi elaborado a partir do trabalho de conclusão de curso da pesquisadora Mariana Costa. O segundo, denominado “Abordando as multiameaças e o multirriscos: workshops como ferramentas de construção teórica-metodológica”, foi construído em conjunto com a equipe do Projeto Multirrisco, composto por pesquisadores da UFRN, UFABC, UFRGS e Cemaden. Após as apresentações, houve um momento de devolutivas dos avaliadores quanto aos trabalhos, assim como uma ampla discussão por partes dos presentes. Os trabalhos apresentados por Geová estão disponíveis para consulta nas revistas “ARQ.URB” e “Ecologias Humanas”.
Publicação analisa dados sobre os desastres ocorridos em Natal de 2017 a 2022

A ação é fruto de uma parceria entre Georisco, Nuped e Defesa Civil de Natal As ocorrências de desastres no município de Natal, entre os anos de 2017 e 2022, foram analisadas por especialistas na área de gestão de riscos de desastres da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os resultados apontam que as principais causas para atuação da Defesa Civil de Natal estão relacionadas com os deslizamentos de terra e as inundações. “A falta de fiscalização, limpeza e manutenção nas lagoas de captação e lagoasnaturais do município causam transbordamentos, que ocasionam inundações, e essa foi uma das principais causas para vistorias da defesa civil durante o período estudado”, informa o relatório. De acordo com Mariana Costa, uma das idealizadoras da proposta, a função é de organizar os dados, proporcionando agilidade na busca das informações para tornar mais eficaz a gestão de riscos de desastres. Também é uma forma de subsidiar a criação de políticas públicas que proporcionem uma melhor atuação dos gestores e da população. Produzida pelo Grupo de Pesquisa Georisco e o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (NUPED), ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com o Departamento de Defesa Civil e Ações Preventivas da cidade de Natal, esta publicação tem como objetivo apresentar o banco de dados e o sistema de informação geográfica sobre desastres para construído para a capital do Rio Grande do Norte. Para consultar o relatório na íntegra, acesse aqui: https://georisco.ufrn.br/publicacoes/?tax%5Bwpdmcategory%5D=relatorio-tecnico.
Estudantes da Geografia aprendem com simulação de gerenciamento de desastre

A proposta interativa buscou desenvolver habilidades de tomada de decisão, coordenação de ações e comunicação eficaz Capacitar os estudantes a aplicarem conhecimentos teóricos sobre gerenciamento de crises em um cenário simulado de desastre foi o objetivo do professor de Geografia da UFRN, Lutiane Almeida no encontro do dia 22 de agosto. Especialista na área de gestão de riscos de desastres, Almeida propôs uma simulação na disciplina Riscos Ambientais, do curso de bacharelado em Geografia, de modo a engajar os futuros geógrafos na ação responsável diante de situações críticas. “Fizemos um momento de preparação, definindo o seguinte cenário: após precipitação de 350mm em 24 horas, é deflagrado deslizamento de terra no parque das dunas; há destruição dos blocos I, H, G, F, E, D, C e dano parcial ao bloco B do setor 2 de aulas da UFRN; encontraram-se duas vítimas parcialmente soterradas; há necessidade de evacuação das pessoas e socorro às vítimas; é preciso definir rotas de fuga e área segura”. Tal situação foi pensada em conjunto com os estudantes, que também definiram quais atores deveriam ser envolvidos na gestão da crise: defesa civil, SAMU, bombeiros, reitor, pró-reitores, direção do CCHLA, funcionários e alunos. Os participantes da simulação foram chamados a produzir mapas para espacializar o cenário relatado e depois do simulado de mesa, trabalharam na elaboração de recomendações. “O simulado de mesa é um exercício de treinamento ou planejamento em que um grupo reproduz uma resposta a uma situação específica, geralmente uma crise ou emergência. Nesse processo, os participantes discutem, analisam e tomam decisões sobre como responderiam à situação, mas sem a execução real das ações”, explica o professor Almeida. Dentre as recomendações propostas pelos estudantes, Anderson Teixeira da Silva aponta a criação de um comitê de crise, ações sobre as vias de circulação na UFRN para prestação de socorro e interdições, e o fluxo de informações entre os centros e setores sobre as ações que devem ser tomadas. A atividade permite a avaliação de planos de resposta, identificação de lacunas e testes acerca da comunicação entre as equipes, o que pode melhorar a preparação para a resposta a um desastre. Luiza Pereira, que participou da atividade, confirma: “A simulação contribui para compreender detalhadamente as consequências e desafios durante um desastre. O aspecto mais interessante foi entender o papel dos agentes nesse contexto, ter conhecimento da área atingida e como o planejamento e a preparação são essenciais para minimizar os riscos”.
Até onde a água chegou?

Na última semana, de 12 a 16 de agosto, a equipe do PMRR-Natal visitou diferentes locais na cidade, mapeando e investigando os riscos que cercam a população. Um desses locais foi a Lagoa José Sarney, onde a pergunta mais ouvida pelos moradores foi: “até onde a água foi?”. A população indicou as marcas d’água em suas paredes, seus móveis desgastados ou até na altura dos batentes que construíam para impedir a passagem da água. Já os pesquisadores do PMRR reuniram os depoimentos com os indicadores presentes nos territórios visitados. Esse trabalho dará embasamento para o plano, orientado para prevenção e mitigação de riscos. A equipe do PMRR-Natal é composta por pesquisadores do Nuped e Georisco, sob a coordenação dos professores Lutiane Almeida, Ricardo Matos e Pitágoras Bindé.
Equipe do Georisco inicia mapeamentos de risco para PMRR de Natal

Após três meses de execução, a equipe técnico-científica do Plano Municipal de Redução de Riscos de Desastres (PMRR) do município de Natal, composta por vários integrantes do Grupo de Pesquisa Georisco e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Desastres (NUPED), já realiza os mapeamentos de risco na cidade. As atividades estão sendo desenvolvidas com o apoio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e coordenadas pelo professor Lutiane Almeida. De acordo com Almeida, o plano de trabalho já foi concluído e a equipe está em trabalho de campo. “Já fizemos uma etapa de reconhecimento de áreas de risco e uma oficina com lideranças das comunidades, além do primeiro encontro com os técnicos da prefeitura de Natal”, informa o coordenador. Esta fase permitiu observar que a possível causa da formação de áreas de risco está relacionada à vulnerabilidade social e à suscetibilidade do terreno, esta última agravada pela ocupação irregular ou inadequada em áreas de dunas. Até o momento já foram mapeados riscos atrelados a áreas de alagamentos e com potencial risco de movimento de massa. O PMRR é um instrumento fundamental de prevenção e gestão de riscos de desastres. A construção do plano é uma parceria entre a Secretaria Nacional das Periferias, do Ministério das Cidades, a Fiocruz, a UFRN e a prefeitura de Natal.
PMRR de Natal começa a ser elaborado por equipe da UFRN

A equipe técnico-científica do Plano Municipal de Redução de Riscos de Desastres (PMRR) do município de Natal já teve a primeira reunião de trabalho na última sexta-feira, dia 1º de março, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Na ocasião, os membros da equipe, Lutiane Almeida, Ricardo Matos, Pitágoras Bindé, Caroline Sales, Anderson Maia e Cristiano Alves discutiram os primeiros passos da elaboração do plano estratégico, que terá como foco o monitoramento e redução ou controle das situações de riscos nas áreas mapeadas do município. O PMRR é um importante instrumento de prevenção e gestão de riscos de desastres. Embora a capital do Rio Grande do Norte tenha um plano de 2008, para ser efetivo, requer ser atualizado e articulado com os desafios contemporâneos do município. “A proposta é elaborar um PMRR que contemple os novos cenários provocados pela intensificação das mudanças climáticas”, destaca o coordenador do projeto, Lutiane Almeida. Tal iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria Nacional das Periferias, do Ministério das Cidades, a Fiocruz, universidades públicas e prefeituras. Além da construção dos PMRRs, a proposta busca contribuir com a formação de profissionais na área de mitigação de riscos e prevenção de desastres.